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INFECÇÃO EM CIRURGIA PLÁSTICA ESTÉTICA NÃO CHEGA A 1%
Um grande número de casos de infecção hospitalar vem sendo investigado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Estão ocorrendo casos de infecção associada a procedimentos videolaroscópicos por microbactérias de crescimento rápido, que começaram no Rio de janeiro e atualmente têm registros em praticamente todo país. De acordo com Carlos Starling, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, a cirurgia plástica estética é diferente , por ser feita geralmente em pacientes teoricamente saudáveis e sem nenhum processo infeccioso em atividade. `` Os procedimentos têm um tempo de duração mais curto e são realizados em tecidos passíveis de anti-sepsia, portanto, na ausência de contaminação externas grosseiras ou falhas no preparo pré-operatório da pele , as infecções são raras na cirurgia plástica estética , não chegando a 1% dos procedimentos`` aponta o médico.

Apesar de os pacientes serem saudáveis,as infecções não dependem unicamente desta condição. Fatores associados à virulência dos microorganismos e condições técnicas de realização dos procedimentos também terão papel de extrema importância na determinação casual de uma infecção. Starling adverte que a principal medida para controlar esse atual problema e de outras infecções começa por uma triagem adequada dos pacientes candidatos à cirurgia plástica e à investigação de condições clinicas que os tornam mais vulneráveis a infecções .
Em todo país já foram registrados mais de 700 casos de infecções, relacionados principalmente a pacientes submetidos a cirurgia geral videolaparoscópica .

Estes números não estão associados exclusivamente à cirurgia plástica, mas sim a todas as especialidades que utilizam equipamentos desinfetados pelo Glutaraldeído. Segundo Stanling, este número não representa evidências de um surto de infecção na cirurgia plástica. Como os casos ainda estão sendo investigados não é possível, no momento, estabelecer a fonte e o mecanismo de transmissão deste patógeno. Entretanto, com base em surtos semelhantes já descritos na literatura internacional problemas técnicos no processo de limpeza , esterelização e armazenamento de equipamentos expostos ao Glutaraldeído, parecem ser a causa deste grande número de casos .

Para saber mais sobre os detalhes da investigação da Anvisa, acesse:www.anvisa.gov.br


Publicado no jornal do conselho regional de medicina do estado de São Paulo – Agosto / 2007

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